
Hoje tive uma excelente palestra sobre inclusão com a jornalista Cláudia Werneck, é jornalista e autora de mais de dez livros sobre inclusão e uma das fundadoras da ONG Escola de Gente . Pena que a aula é de duas horas e não havia mais tempo, pois ela tinha muitas coisas interessantes a ensinar.
Meu contato mais real com deficientes foi há uns dois anos quando fui monitora de uma turma de capacitação para deficientes visuais. Minha visão, literalmente, mudou muito e aprendi tanto com eles sobre a condição humana, que tinha muito prazer em ajuda-los nas coisas corriqueiras do dia-a-dia.
Logo depois também ajudei em uma turma onde havia diferentes deficientes, aprendi um pouco de LIBRAS e me apaixonei, até hoje ainda não consegui fazer o curso, mas quero muito aprender a linguagem de sinais.
A palestrante comentou que quando defendemos alguma causa com determinação muitas vezes sofremos a mesma exclusão que as pessoas de quem falamos e defendemos.
Voltando no ônibus fiquei pensando sobre isso, eu e a Rose Soler fizemos um matéria com duas irmãs e anãs que são donas de uma loja de miniaturas no Eldorado, riram muito da nossa pauta e niguém entendeu qual era o objetivo de falarmos de pessoas tão supostamente"distantes e diferentes de nós". Exatamente queriamos mostrar a diversidade das pessoas que moram em São Paulo e suas dificuldades nessa grande metrópole.
Depois de fazer essa reportagem comecei a perceber muito mais as pessoas de baixa estatura, em todos os lugares via um, ai fiquei refletindo se era uma coincidência ou se antes eu realmente não percebia e não enxergava essas pessoas. O mesmo aconteceu quando fui monitora na turma de deficientes visuais, via mais pelas ruas e estava mais capacitada e disposta a ajuda-los no que eles precisassem.
Não vou mentir e dizer que não tenho nenhum tipo de preconceito e que nunca julgo as pessoas, fui criada e cresci em um sociedade assim e luto todos os dias para minimizar esses pensamentos.
Espero de alguma forma contribuir para que as pessoas também quebrem determinados dogmas e preconceitos e assim vejamos o outro como ele realmente é, um ser da mesma espécie que nós, um ser humano.






