Nesta mostra as retrospectivas estão muito interessantes. Na sexta vi O Sétimo Satélite do russo Aleksei German.
Tirando alguns problemas com a legenda em português fiquei completamente entretida nesse filme de 1968. A temática da Revolução Russa já me agrada muito e sendo contada através de um personagem tão cativante quanto o General Adamov melhor ainda.Os outros presos inconformados com os bolcheviques, discutindo e tentando se convencer que o antigo regime seria restaurado traz um outro lado da história que quase nunca prestamos atenção. A covardia do "nobre" senador diante da morte comparada com a audácia de Adamov ao voltar a prisão já que não tinha onde dormir mostram o caráter dos dois diante das mudanças.
Admirável a sua vontade de viver e até retribuir o que já havia recebido da vida ao aceitar ser lavadeira da prisão. Já a sua reinserção no Exército Vermelho mostrou que ele não estava disposto a deixar sua ética de lado. Claro que no meio de uma revolução já vimos várias vezes que as leis não são seguidas e novas regras são estabelecidas até que um novo regime mesmo se forme.
Sua conversa com o camarada sobre Deus foi um ponto alto do filme. Depois que o Antigo Regime caiu, Adamov sofreu um grande mudança em seu pensamento e seguiu nele até o fim. Sua preocupação com a mãe do colega de arma também foi tocante, ainda mais depois de sabermos o que que realmente acontecia por lá.
Com poucos e bem caracterizados locais, German nos coloca dentro da Rússia de uma maneira primorosa. Demostra simpatia pelos revolucionários, mas sem ignorar suas incoerências e problemas. Para quem quer conhecer mais sobre a história russa e ver um belo filme, eu recomendo. Ainda verei e comentarei outros filmes da Retrospectiva do German.
O Sétimo Satélite - 89 min - Rússia (1968) Diretor Aleksei German
Ócio
Até agora o filme argentino foi o único que achei ruim. Escolhi ele meio aleatoriamente já que não consegui pegar ingressos no Reserva e apostei no fato de gostar de cinema argentino. A premissa do filme não é ruim, Andrés é um jovem que acaba de perder a mãe e vive com o pai e o irmão. Não trabalha e não tem muita perspectiva. Passa seus dias com alguns amigos e escutando música em uma vitrola ( o que achei genial).Por sinal a trilha sonora é bem interessante, de primeira olhada não achei as músicas, mas depois com calma procuro e posto aqui.
O filme tem um ritmo lento, cansativo. Um ponto interessante são os personagens do Andrés e do pai, mas que no contexto todo não salvam o filme.
Ócio - 70 min -Argentina (2010) Diretor Alejandro Lingenti, Juan Villegas

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